Do que constam

26 de outubro de 2012





É preferível ser perseguido politicamente do que aceitar calado a dominação. 
É preferível morrer como mártir da democracia do que viver como covarde.
Só não é preferível viver sem sentido e morrer sem saber a que veio.

Seja feliz hoje ou, pelo menos, durma tentando ser!

24 de setembro de 2012

Pavilhão



Se ORDEM pública for ter que me calar diante de um governo omisso, corrupto e explorador, perdoe-me, mas prefiro a desordem!

Se PROGRESSO for ter que me calar diante de um governo que investe no latifundio, dizima índios e pretere os pobres em relação às empresas privadas, perdoe-me novamente, mas prefiro o retrocesso.



2 de setembro de 2012

A POLÍTICA DOS DESPOLITIZADOS




Com as eleições marcadas para o 1º domingo de outubro deste ano, as campanhas eleitorais seguem acirradas, tomando espaços até antes pouco utilizados, como por exemplo, a rede social Facebook. A utilização desta ferramenta no angario de votos já é em si polêmica, pois há os que concordam e há os que a tacham de poluição visual num ambiente que deveria ser de descontração. Contudo, não é isso que me interessa no momento, mas sim a forma com que alguns cabos eleitorais e demais adeptos buscam convencer o eleitor a votar no seu candidato no ambiente virtual (e por analogia, em todos os meios).

A campanha, em um conceito simplório, existe para que o candidato tenha tempo de persuadir o eleitor e este, por sua vez, de deixar-se convencer naquele que quer que lhe represente nos próximos quatro anos. Malgrado esta seja a ideia, há pessoas (e candidatos) que vivem reacionariamente e enxergam na campanha uma forma de fazer escárnio de seus adversários: a isso chamamos de “política dos despolitizados”.
Enquanto que a política deveria ser forma de bem gerenciar a Cidade (polis), a campanha eleitoral não deveria ser meio de injuriar, caluniar ou difamar os adversários. A experiência dos anos democráticos mostrou-nos que é mais saudável para o povo candidatos que no pleito mostrem projetos e possibilidades fáticas de realizá-los, do que o mero defeito dos adversários. Pior que isso, os usuários do escárnio – aqui também incluídos no conceito de política dos despolitizados – acham tais atos úteis, quando na verdade não passam de motivo de vergonha para aqueles que estudaram o mínimo de ciência política.

A política não se faz com agressões – pode até ser que em algum momento da história a violência fez-se necessária – mas no atual estágio da democracia só denota que o candidato não possui gabarito suficiente para se assegurar e precisa fazer com o que o adversário fique mais fraco... Sigmun Freud talvez explique isso... eu não sei.

Penso que precisamos de um jeito novo de fazer política. Um jeito em que a liberdade de expressão [política] não se confunda com a libertinagem de ofender pessoas dotadas de direitos inerentes da personalidade. Esse jogo sujo de quem xinga mais pertence aos coronéis do passado. Hoje nós precisamos ter uma visão maior e lutar todos juntos para um Brasil melhor.

Esclareça-se que não conclamo aqui a unidade partidária, mas sim o respeito mútuo entre aqueles que pleiteiam as Prefeituras e as Câmaras Municipais deste Brasil.

Por fim, desprende-se o desejo de que a política partidária não nos cegue ao ponto de deixarmos de ver atrás de cada candidato um ser humano que também pode ser sentir injuriado, difamado, caluniado e que, como qualquer outra pessoa, sente a dor do escárnio. Conclamemos uma política nova!

Eu acredito!

3 de julho de 2012

Percebo que luto pelos direitos e me envolvo politicamente por aqueles que nas ruas me assaltam ou fazem-me vítima de diversos crimes urbanos... percebo, ademais, que não faço isso porque pratico o perdão (eu nao seria tão piedoso assim). Pelo contrário, o que me instiga a clamar por aqueles que batem minha carteira é justamente a crença de que a cadeia não resolve os problemas sociais e históricos... as vezes é preciso de direitos (mas não aqueles do papel).... direitos de ação efetiva.


PS: Ontem fui perseguido e recebi voz de assalto enquanto voltava para a casa. Sorte ter-me abrigado numa lanchonete próxima.

12 de abril de 2012

Nova Geração



"Talvez vejamos um novo nascer do sol,
Talvez criaremos grupo harmônico
em que o colóquio de alto nível se nutra em clima de cooperação intelectual
Talvez sejamos os corifeus de um novo mundo!"

Autor
L | ucas C | amargos R | amos

31 de março de 2012

Política | Direito |

28 DE MARÇO 



Uma manifestação.  Vários estudantes.  Era de Regime Militar. Surge o conflito.
Em 28 de Março de 1968 atravessava o peito do estudante Edson Luís de Lima Souto a bala de um militar da ditadura, ceifando, pois, sua vida, seus sonhos, seu futuro... Morria ali, no centro da cidade do Rio de Janeiro, um jovem; nascia, ao mesmo tempo, o Dia do Estudante.
Exatos 43 anos depois, centenas de estudantes e cidadãos das mais diversas tribos se reuniram para mais uma vez manifestar – e de forma indireta, honrar esse estudante mártir da democracia.
Às 17 horas, em frente à Prefeitura Municipal de Campinas, concentraram-se os manifestantes que, munidos de cartazes e de voz uníssona, protestavam contra o aumento das passagens do transporte público, contra o aumento absurdo dos excelentíssimos vereadores e em repúdio à imoralidade política que parece ter se instalado em Campinas.
Mais que protestar, os jovens exerciam seus direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 5º principia:
Artigo 5º...
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

Claro como a luz, nossa Carta Magna não impõe limites e não permite que ninguém os ponha quando o assunto é manifestar seu pensamento, seja ele de complacência ou de revolta – como foi o Ato. Foi assim, com o compromisso de quem quer uma cidade melhor, que o brado fez eco pelas avenidas Anchieta, Benjamin Constant, Senador Saraiva e Francisco Glicério, parando o trânsito e movimentando a revolta e a indignação dos que protestavam.
Estiveram presentes a Polícia Militar e agentes da ENDEC, cumprindo seu papel constitucional de proteger os manifestantes. Desta vez proteger...
O protesto acabou às 20h, mas a vontade e a disposição dos manifestantes apenas começou. Seja assim ouvida a voz do povo que, diga-se de passagem, é a fonte do poder.



Com Lucas Camargos (CA-PUCC). Grande amigo.
Início do 3º ato













(O artigo na íntegra será publicado no Jornal O Praetor - do Centro Acadêmicos Esther Ferraz)







22 de março de 2012

Nota

Cumprimentos sejam feitos ao Centro Academico Esther Ferrazpela brilhante noite de hoje. De fato, fizeram do auditório uma grande sala de aula, onde os princípios constitucionais e o ânimo de justiça foram invocados para debater o "Anteprojeto do Código de Processo Civil.

Nesse contexto, ficou evidente que a Universidade fez-se digna de ser uma Academia de altos juristas e tambem de promissores (e aqui me refiro aos alunos).

Ao ilustre Presidente do CAEFF, Denis Silva, fica reiterada minha homenagem.
Ao professor Manzano, o aviso de que possui mais um admirador.
Ao professor Silva Telles, os protestos de amizade,cujos laços se deram por meio do Processo Civil.
Aos Professores João Paulo Martinelli e Antonio Piacentini, as estimas de honra.

Por último, mas não menos importante, aos mackenzistas do campus Campinas, pela presença notável e pela certeza de que estou rodeado de grandes pessoas.

Sem mais, profiro votos de que a Diretoria do CAEFF continue a trabalhar em pról de um curso melhor e que nem os "Dementadores" - como exposto hoje - sejam empecilho para a construção de um curso cada vez melhor.
A todos, meu respeito.

Rafael Henrique Gomes
Conselheiro Deliberativo do CAEFF

11 de março de 2012



...e sobreveio a certeza de que existem momentos em que o silêncio é a melhor forma de falar.

9 de março de 2012

.                                                                                                                     



A saudade é um preciso indicador do que valeu a pena viver...


8 de março de 2012

República Vermelha



Formação Completa da RedRep

Queria escrever uma homenagem para a República Vermelha, mas as palavras parecem sumir neste momento e a única que resta tem seis letras: IRMÃOS.

Um ano de República se foi, mas ficou a certeza de que encontrei mais que colegas para “rachar o aluguel”; encontrei amigos que se tornaram verdadeiros irmãos... Sem dúvida, uma segunda família.

A cada dia cresce a confiança e o sentimento fraternal neste apartamento bagunçado e de pia constantemente cheia de louça.

Rafael (Rafa/Barão), Gustavo (Putão, Gu, Menino), Vinícius Martins (Vi, Procurador), Felipe (Zaghi, Charlie) e Vinícius Zuliani (Zuli, Buda) são os fundadores desta república em que risadas, cervejas, uísques, abraços, broncas, lágrimas, estudos e quase tudo que se possa imaginar é compartilhado como dentro de uma família.

Primeiro dia da República Vermelha
Que venham os anos, os encanamentos entupidos, as multas e os problemas!
Mas que venham as alegrias, as festas intermináveis, os bares, os cones roubados, as cervejas baratas e muita comida instantânea! Que permaneçam as roupas sujas empilhadas e a prática de cheirá-las para saber se ainda estão usáveis. Mais que isso, que continuem as noites viradas fazendo um trabalho que era para ser feito três meses atrás.

Seja longa a melhor fase de nossas vidas!  

Fique, pois, a confirmação de que o apartamento 2082 é mais que uma república, mas alunos mackenzistas que optaram superar suas diferenças para se tornarem irmãos!

Inúmeras palavras caberiam neste momento, mas prefiro uma singela frase:                                                                      Amo vocês!










25 de fevereiro de 2012

História sem fim (?)

Eles caminhavam alvoroçados pela calçada que ligava a Faculdade de Ciências Humanas à lanchonete, cujo lanche se dizia “feliz”. Eram estudantes de Direito. Intitulavam-se salvadores da pátria, curadores das misérias humanas. Alguns se diziam preocupados com os pobres, outros se proclamavam socialistas. Suas roupas eram de marcas famosas, seus pertences do mais alto padrão e sua pele ungida com os mais caros produtos. Mas mesmo assim eles gritavam, estufavam o peito e se diziam defensores dos direitos humanos e lutadores de um país mais justo.
Contudo, o peito veio a murchar, os fortes brados deram lugar a um silêncio reflexivo quando passaram diante de um mendigo, maltrapilho e aparentemente faminto.  A cena era chocante, pois a miséria estava estampada. Alguns do grupo fingiram que não viram, outros de fato não viram. Houve aqueles que fitaram os olhos e repetiram seu discurso de justiça social.
O mendigo, vendo aqueles rostos jovens, não titubeou e acenou com a mão para um daqueles rapazes. Espanto geral. Pela primeira vez a miséria humana fazia contato com a “elite” ou com os campeões da loteria biológica. A princípio, os jovens riram, mas a cena foi perturbadora demais para saírem sem atender o mendigo. Então se aproximaram do homem maltrapilho e conseguiram ouvir um sussurro: “Você seria capaz de dividir seus bens comigo?”
A voz do mendigo era fraca e publicava a dor da fome que ele sentia, contudo, foi alta suficiente para mumificar aqueles jovens estudantes. Pela primeira vez se sentiram impotentes. Pela primeira vez viram como são hipócritas.
Então, o velho pegou um jornal e enrolou-se e a história acabou como sempre...

24 de fevereiro de 2012

Esperança

A Fé que renova os homens. 
Deus. Homens. Esperança... 
Talvez o ser humano seja o único animal capacitado com o sentimento de esperança! Outros animais não que não a tenham, mas não está propriamente dita. 


A fé para suportar uma situação extremamente horrível, e como este momento pode se tornar num pequeno jardim de felicidade e vida. 


Esperança e fé são palavras que andam juntas, são quase irmãs, sentidos semelhantes, mas com semblantes diferentes. 


A fé se refere ao transcendental, ao metafísico, a visão de algo até então improvável. 


Esperança se refere ao sentimento humano, inerente aos seres vivos, todos a têm, mesmo que em pequenos relapsos, todos têm, mas talvez o único que conseguiu materializá-la de forma efetiva.


 A grande idéia é que estas palavras são entoadas nos momentos mais difíceis da vida, sempre quando o desespero prevalece quanto à razão! 


A razão outra palavra muito forte, que entra em contramão com às duas palavras citadas acima ! Porque o homem espera por um sinal além do imaginário, quando nada mais é possível, nada mais lhe é provável e tudo já foi corrompido, destruído.


Como esperar o bater de asas de uma borboleta após um combate de guerra? Como esperar a vida num hospital, mesmo quando os sinais vitais já falham? Como esperar o resultado de um vestibular, mesmo sabendo do pouco estudo para ser aprovado? Acredito num simples motivo, fato da existência de Deus. 


O homem nasceu pra acreditar no metafísico, no inimaginável, naquilo que lhe provê segurança! Segurança e prosperidade, sinais implícitos da existência da fé e da esperança na vida de um homem, o homem que acredita em Deus, tem fé, é seguro que o caminho seguido mesmo tortuoso é aquele que é o correto, mesmo quando as circunstâncias lhe provam o contrário. 


A fé e a esperança unem as pessoas. Mais do que isso, elas asseguram um outro propósito, mesmo quando as trevas já cobriram a vida. Em outras palavras, elas são um escudo, um último recurso sempre disponível e invencível , uma força sentimental e metafísica e principalmente humana .

Autor: P | aulo V | ítor

Revisão: R | afael G | omes

14 de fevereiro de 2012

Crônica Anual


A terra era fria e úmida, só não mais fria que o corpo de Maria que fazia dos escombros seu mais solene jazigo.
Pela primeira vez estaria na tevê, no radio e no discurso entusiamático dos políticos. Seu nome se juntaria a outros, formando uma rentável cifra nos telejornais. Deixaria de ser Maria para ser a 40ª desaparecida nos escombros por causa dos desabamentos causados pelas chuvas.
Sua historia ficaria no julgo de varias pessoas, feitos dos mais diversos pontos de vista: alguns se padeceriam de compaixão, outros a insultariam de louca por habitar aquele lugar. Outros culparão a divindade, mas poucos se lembrarão dos políticos omissos, do dinheiro desviado... menos ainda de que o capitalismo não lhe deu a liberdade de escolha.
 E la continuava Maria ... e os outros 39...
Sua família que chora, seus sonhos tolhidos, seu desejo de ver os filhos crescer... tudo acabara ali ...    
 Maria havia deixado de ser humana e tornado-se um numero nas estatísticas.
 E la continuava Maria.... e os outros 39.
E la permaneceria até as próximas chuvas, quando novos numeros vierem a substitui-la.